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Atualizado em sexta-feira, 29 de março de 2013 - 10h02

Mirassol não se impressiona com goleada

Treinador e presidente do time do interior evitam festa e demonstram seriedade ao falar sobre a histórica goleada por 6 a 2
Baitello disse que resultados como esses 'acontecem' / Ferdinando Ramos/Frame/Folhapress Baitello disse que resultados como esses 'acontecem' Ferdinando Ramos/Frame/Folhapress

Mesmo conseguindo um feito histórico, o treinador do Mirassol, Ivan Baitello, não perdeu a seriedade nos vestiários durante o intervalo do jogo, quando o seu time já fazia 6 a 2 no Palmeiras, pelo Campeonato Paulista, na quarta-feira. Nunca na história o Verdão tinha tomado seis gols em um só tempo. Baitello conversou com o Portal da Band nesta quinta-feira e revelou o seu pedido aos jogadores durante a parada do intervalo. Diferente do que poderia se imaginar, o clima de "oba oba" passou longe nas palavras do treinador.

 

“No vestiário a prioridade era não deixar o Palmeiras fazer gols", disse, simplório, o treinador, que ainda passou uma orientação prosaica aos seus comandados: "a gente tinha que sair rápido nos contra-ataques”.

“No 3 a 2 eles colocaram a gente em dificuldades. Não acertamos a marcação na primeira etapa, por isso, tomamos os gols”, declarou o exigente Baitello.

 

Ele ainda fez referência ao jogo anterior da equipe, que enfrentou o São Bernardo e vencia por 2 a 0 no inicio da partida, mas vacilou e deixou o rival virar. A solução testada e aprovada contra o Verdão: jogar com três homens de frente.

 

“Nós tivemos uma atuação muito parecida a essa contra o São Bernardo, controlamos o jogo, mas tivemos alguns vacilos e tomamos a virada. Salientamos que não poderíamos perder a concentração com um adversário como o Palmeiras, não podíamos perder a vontade. Entramos em campo com três homens ofensivos, esse foi o segredo do resultado”, falou.

 

Atacantes do Mirassol fizeram a diferença na partida
Atacantes do Mirassol fizeram a diferença na partida - Cesar Greco/Fotoarena/Folhapress

 

Mesmo com os pés no chão, Baitello elogiou os seus comandados. “Essas coisas acontecem, mas não é sempre. O atleta é muito movido pelo lado emocional, mas o nível do campeonato não permite isso, e eles mantiveram a concentração, não perderam o foco”, garantiu.

 

Na luta para fugir da zona de risco do Paulistão, o Mirassol está na 13ª colocação, com 15 pontos, seis acima da zona da degola. O treinador está feliz pelo reconhecimento da cidade de Mirassol, após o grande feito. Ele conta com apoio para o time seguir na Série A do Paulistão.

 

“Muito bacana (a torcida), temos muitas decisões. A cidade toda ficou muito satisfeita com essa vitória sobre um grande. É gratificante para quem esta dirigindo um clube. Mas o futebol é muito dinâmico, temos que manter o equilíbrio”, ponderou, sem perder a humildade.

 

Presidente “corintiano” feliz com goleada

 

O presidente do Mirassol, Edson Ermenegildo, revelou ter o Corinthians como seu segundo amor. Por isso, admite que a vitória sobre o Verdão deixou o mandatário contente, mas ele fez questão de ressaltar que a fase do Palmeiras não era a das melhores.

 

“Nós já sabíamos dos problemas que eles estão enfrentando, é do conhecimento dos esportistas que acompanham o futebol. Eu tenho o Corinthians como segundo time e, por coincidência ganhamos do maior rival. Mas o que importa foi a vitória do Mirassol”, comentou o dirigente, sem provocar o adversário.

 

Denílson: Faltou vontade aos jogadores

 

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