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Atualizado em sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 - 07h03

Após três anos, procurador do STJD muda discurso

Em 2010, Fluminense poderia perder título por escalar jogador irregular, mas Paulo Schmitt defendeu 'moral' de taça conquistada dentro do campo'
Em 2010, Tartá levou três cartões amarelos e atuou no jogo seguinte pelo Fluminense; Schmitt descartou julgamento do caso / Foto: Wallace Teixeira/Photocamera Em 2010, Tartá levou três cartões amarelos e atuou no jogo seguinte pelo Fluminense; Schmitt descartou julgamento do caso Foto: Wallace Teixeira/Photocamera

O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, defende o julgamento da Portuguesa pela escalação do meia Heverton na última rodada do Brasileirão - caso condenada, a Lusa pode perder quatro pontos, ser rebaixada e salvar o Fluminense da degola. No entanto, o atual discurso é diferente do apresentado há três anos, quando o procurador dizia que um julgamento após o término da Série A, que tiraria o título do Tricolor das Laranjeiras, seria “um caos”.

 

Em 2010, pouco depois do término do Brasileirão, foi levantada a hipótese de o Fluminense perder três pontos por conta da escalação do jogador Tartá, que havia levado três cartões amarelos e não cumpriu suspensão automática. Se a punição fosse dada pelo STJD, o Tricolor perderia o título, que acabaria para o Cruzeiro, que terminou dois pontos atrás.

 

No entanto, a defesa das Laranjeiras alegou que o atleta havia levado somente um cartão quando atuava pelo Fluminense. As outras duas punições aconteceram quando ele estava no Atlético-PR, no início do Brasileirão.

 

À época, Paulo Schmitt defendeu que não havia “condição moral” de tirar o título do Fluminense por conta de um fator extracampo, de uma técnica jurídica. Segundo o procurador-geral do STJD, um julgamento causaria muita confusão.

 

“Não acredito que haja condição moral, digamos assim, disciplinar até. Pode ter técnica, condição técnica, técnica do processo. Técnica jurídica com base em uma jurisprudência, mas moralidade, disciplinar, rediscutir um título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, e agora abrindo precedente para não só o Cruzeiro, mas vários clubes rediscutirem tudo isso”, comentou, em entrevista ao SporTV.

 

“Eu prefiro acreditar que a decisão pode ser em algum momento revista. A procuradoria teria um prazo de no máximo 60 dias da data da irregularidade para oferecer uma denúncia, mas isso seria um caos”, prosseguiu.

 

Schmitt se defende

Em texto publicado em sua página no Facebook, o procurador-geral se defendeu das acusações. Acompanhe:

 

"Amigos, e a quem interessar possa!

Existem várias inverdades circulando na WEB, assim como o caso do atleta do Oeste que a 'ESPN', de forma irresponsável, veiculou como sendo igual [ao] da Portuguesa e ele jogou albergado pelo efeito suspensivo, sendo inclusive diminuída sua pena de 2 para 1 partida no Pleno. Quanto ao vídeo que circula sobre minha declaração em referência ao atleta Tartá do Fluminense em 2010, trata-se de uma fala descontextualizada, mais se assemelhando a algo montado ridículo. E sobre minha fala na defesa do critério técnico e resultado de campo, como fica? Lógico que deve prevalecer resultado de campo que, vale registrar, tbem [também] é obtido com o cumprimento de penas, doa a quem doer e em qq fase da competição. O jogador em referência, do Fluminense (Tartá) coincidentemente, à época foi julgado, punido pelo tribunal e não cumpriu, como no caso da Portuguesa em 2013? Não e não! E como ficam dezenas de atletas nesse campeonato que desfalcaram suas equipes apenas pelo fato de terem cumprido a lei e suas penalidades? Apenas Flamengo e Portuguesa não cumpriram na série A desse ano, lembre-se [lembrem-se]. Lamentável. Isso é que é critério técnico que qq um deveria defender. Cumprir sua pena. Ah, mas a Portuguesa não precisa, afinal ela vai salvar o Fluminense! Sejam os críticos mais criativos, por favor... Não é assim que vão convencer quem julga, pois eu não julgo!!!"

 

paulo schmittReprodução/Facebook

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