Palmeiras não levará caso de racismo adiante

Cartolas da equipe alviverde afirmam que iniciativa de entrar com processo deveria partir de Felipe Melo

O Palmeiras não pretende esticar o caso de racismo, que Felipe Melo alega ter sofrido na partida contra o Peñarol-URU, na última quarta-feira, pela Libertadores. Segundo informaram dois cartolas da equipe alviverde, a iniciativa de entrar com processo deveria partir do jogador, que finalizou a questão logo após o fim do jogo.

"Nós não vamos entrar com nenhum processo. O próprio Felipe Melo encerrou o assunto", disse o diretor de futebol, Alexandre Mattos, ao Portal da Band.

O volante afirmou, após a vitória por 3 a 2 sobre os uruguaios, que o atacante Gaston Rodriguez, autor do segundo gol do Peñarol, o havia chamado de “macaco” – fazendo referência à sua cor de pele. No entanto, mesmo com o ato racista sofrido dentro de campo, Felipe Melo não levará o caso adiante após Gaston ter feito um pedido de desculpas.

Genaro Marino, vice-presidente do clube paulista, afirma que a atitude do uruguaio é apenas reflexo de um comportamento comum no futebol, e que a equipe não pretende prolongar o quadro, já que não tem como comprovar o ato. 

"Não temos as imagens do momento, então quem tinha que falar era quem estava dentro de campo", afirmou o dirigente. “A linguagem do futebol, desde que eu me conheço por gente, é essa, grosseira. A não ser que tenha uma consciência geral e todo mundo tenha uma educação melhor”, acrescentou.

Arbitragem omissa

Muito polêmica, a arbitragem foi apontada como um dos fatores que permitiram a conduta agressiva do Peñarol. Segundo Marino, a omissão dos juízes, que fizeram uma partida “desastrosa”, foi determinante para acontecerem as ofensas, já que o time adversário chegou ao Allianz Parque com a intenção de desequilibrar o emocional do Palmeiras.

“O time do Peñarol veio com esse propósito. Isso é característico de uma equipe que tem poucos recursos. Quando você tem poucos recursos para enfrentar alguém, você usa até os baixos, que é ofender, machucar e fazer cera”, disse o mandatário.

“Caso Danilo”

O VP palmeirense também relembrou o “Caso Danilo”, quando o então defensor alviverde cuspiu em Manoel, que atuava no Atlético-PR, e o xingou, durante a Copa do Brasil de 2010. Depois do jogo, o zagueiro do Furacão deixou o estádio direto para a delegacia, onde registrou boletim de ocorrência contra o adversário. O processo chegou aos tribunais e Danilo foi punido com multa.

“Quando eu estava como diretor de futebol, lembro do nosso zagueiro Danilo ter falado assim: ‘Negão, qual é a sua?’, ou coisa parecida, para o Manoel (do Atlético-PR). Todo mundo criticou porque ele chamou o cara de ‘negão’. Sabe, acho que na linguagem do futebol os caras falam”, afirmou o cartola.

“Ele sofreu um processo, mas para mim foi exagero. Se for assim, então todos os jogadores, em todos os jogos, vão ter problema”, finalizou.

Veja quanto os clubes da Série A ganham com patrocínio:

Compartilhar

Ler a notÍcia completa

Deixe seu comentário