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TAM: posição das manetes foi determinante, diz promotor

segunda-feira, 14 de julho de 2008 - 14h43 | Atualizado em: segunda-feira, 14 de julho de 2008 - 14h43

A polícia de São Paulo vai concluir em setembro o inquérito que apura as causas do maior acidente da história da aviação brasileira. No dia 17 de julho do ano passado, um Airbus da TAM bateu em um prédio da empresa depois de não conseguir frear na pista de Congonhas. Um ano após a tragédia, que deixou 199 mortos, 90 famílias aguardam o julgamento de ações aqui e nos Estados Unidos. O empresário Mário Gomes, de 49 anos, era um dos passageiros do vôo JJ 3054, que deixou Porto Alegre rumo a São Paulo, às 5 e 16 da tarde da terça-feira, 17 de julho de 2007. Um dos irmãos dele, Roberto, não esquece do almoço de despedida que Mário preparou para comunicar a família que estava de mudança para a maior cidade do país. Parte do sofrimento das famílias termina com a conclusão do inquérito. Depois de ouvir mais de 80 pessoas, o delegado responsável pela investigação revela que vai concluir o trabalho nos próximos 2 meses, pois ainda aguarda a chegada de alguns laudos. Antonio Carlos Barbosa reclama da demora para liberação de dados pela Aeronáutica. Mesmo antes da conclusão do inquérito, o promotor de Justiça do caso garante que a posição errada das manetes foi determinante para a tragédia. Mário Sarrubo já sabe também quem será responsabilizado pelo acidente. O depoimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil, Denise Abreu, realizado por carta precatória em Brasília ainda não chegou às mãos da polícia de São Paulo por manobras jurídicas dos advogados dela. A investigação técnica das causas do acidente realizada pela Força Aérea Brasileira é sigilosa. A TAM foi procurada pela reportagem, mas não quis se pronunciar. Apenas divulgou uma nota dizendo que 11 famílias aceitaram a proposta extrajudicial de indenização oferecida pela companhia aérea.