Palmeiras vence o Atlético-MG e estabelece novo recorde de invencibilidade

Bruno Henrique confirmou a fama de carrasco do Galo e marcou os dois gols da vitória no Mineirão

O Palmeiras venceu o Atlético-MG e chegou a 27 jogos de invencibilidade no Campeonato Brasileiro, maior sequência da equipe paulista na história da competição. Os dois gols da vitória no Mineirão foram marcados por Bruno Henrique.

O volante comprovou a sua fama de carrasco do Galo e chegou ao quinto gol em três duelos contra o rival mineiro. O capitão do Verdão abriu o placar no primeiro tempo com um lindo chute no ângulo de Victor. Na segunda etapa, ele aumentou em nova batida de fora da área.

Com o resultado, o time alviverde chegou aos dez pontos, tomando assim, a liderança dos atleticanos, que continuam com nove, mas agora, ocupando a terceira posição, uma vez que o Santos também venceu e se igualou aos palmeirenses na pontuação - os santistas ficaram na vice-liderança por estarem com saldo de gols inferior ao dos palmeirenses.

Com isso, o clássico paulista entre Palmeiras e Santos, que será disputado no próximo sábado, no Pacaembu, a partir das 19 horas, transformou-se em uma dessas "finais" proporcionadas pelos pontos corridos. Na mesma data e horário, o Atlético enfrentará o Flamengo, em jogo marcado inicialmente para o Independência. Em meio a isso, curiosamente, o time atleticano enfrentará o Santos pela Copa do Brasil, na quarta-feira. A bola rolará a partir das 19h15, também em Belo Horizonte.

O JOGO - Como é de praxe, o Palmeiras iniciou o confronto povoando o meio-campo e diminuindo as áreas de ações do adversário, que tentava, em vão, achar brechas nos flancos. Assim, a solidez defensiva armada por Scolari era o trunfo que o alviverde precisava para encarar o líder em seu território.

Com a "casa em ordem", já era anunciado que o Palmeiras ameaçaria o Atlético por meio dos contragolpes, sempre explorando as espaços do alvinegro, que ainda está em reconstrução. Não à toa, logo aos oito minutos, Deyverson recebeu a bola sozinho na área e, por pouco, não abriu o marcador, ao chutar na rede, mas pelo lado de fora.

Esforçado, o Atlético tentava girar sua linha de frente para conseguir uma brecha em meio ao muro alviverde. Conseguiu ser perigoso em duas oportunidades, aos 14 e 21 minutos, com Geuvânio e Réver, respectivamente, mas Weverton estava lá para proteger a meta palmeirense.

Quando o jogo já caminhava para seu final, aos 42 minutos, Felipe Melo acertou um ótimo passe para Marcos Rocha na lateral. Esperto, o ala levantou a cabeça e tocou para trás, achando Dudu que veio chutando de primeira, mas errou o arremate.

Os contra-ataques perigosos anunciavam que ali estava a "mina" palmeirense para achar o gol. E ele saiu logo na jogada seguinte aos 43 minutos, quando Marcos Rocha centrou a bola, que foi desviada por Fábio Santos. A pelota sobrou para Raphael Veiga, que rolou para trás, achando Bruno Henrique, que soltou o pé para abrir o marcador: 1 a 0.

TUDO COMO ANTES - Com o gol anotado às vésperas do final do primeiro tempo, o Palmeiras voltou do vestiário tranquilo, sabendo que bastava manter sua postura para assumir a ponta do Brasileirão. E assim como outrora, o contragolpe bem ensaiado e a aparição de Bruno Henrique como elemento-surpresa fizeram a diferença.

Aos sete minutos, Dudu recebeu pelo lado direito. Como Fábio Santos fechava a linha de fundo, cortou para dentro e logo tocou com açúcar para Bruno Henrique, que estava na meia-lua. Bem posicionado, o capitão voltou a chutar com carinho para tirar de Victor as chances de intervir. Segundo golaço do capitão alviverde na partida, quinto nos últimos três embates contra o Atlético: 2 a 0.

Tentando diminuir o prejuízo, o Atlético adiantou suas linhas e esboçou uma reação. Porém, desorganizado, não conseguia tomar as rédeas da partida das mãos do Palmeiras, que não foi efetivamente ameaçado ao longo dos minutos seguintes.

Sólido atrás, o alviverde manteve sua postura e continuou criando algumas oportunidades aqui e acolá, mas sem aumentar o marcador. No fim, a vitória por 2 a 0 foi uma tradução da diferença e postura das equipes.

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