Torcedores encaram disparada de gastos para final da Liga dos Campeões

Tottenham e Liverpool se enfrentam no dia 1º de junho no Wanda Metropolitano em Madri

A alegria dos torcedores do Tottenham Hotspur e do Liverpool por chegarem à final da Liga dos Campeões murchou diante dos gastos exorbitantes de uma viagem da Inglaterra a Madri para a decisão de 1º de junho.

As passagens de volta de empresas aéreas econômicas, normalmente disponíveis pelo equivalente a cerca de US$ 130, dispararam para até US$ 1.950, e a taxa de pernoite em hotéis da capital espanhola passou de US$ 110-165 para mais de US$ 1.100.

Como os preços para outras cidades espanholas, ou até países vizinhos, também estão proibitivos, os torcedores estão procurando outras maneiras de fazer o percurso de 1.800 a 2.100 km de Londres ou Liverpool a Madri, inclusive dirigir ou ir de ônibus.

Mas chegar lá é só metade do problema.

Cada time tem direito a somente 16.613 assentos para a final inglesa no estádio Wanda Metropolitano de 68 mil lugares -- uma fração do número de pessoas que provavelmente quer comparecer.

Um comunicado conjunto do Tottenham Hotspur Supporters Trust e do Liverpool's Spirit of Shankly disse que a distribuição foi "avarenta" e que é hora de a proteção ao consumidor impedir que empresas lucrem de forma desproporcional com a lealdade das torcidas. "Esta foi uma campanha sensacional para o Tottenham Hotspur e o Liverpool na Liga dos Campeões, e agora torcedores dos dois clubes estão ansiosos pela final em Madri em 1º de junho", disse o comunicado.

"Mas a alegria dos torcedores foi ofuscada pelos custos extorsivos da viagem, acomodação e ingressos -- se é que conseguirão ingressos com a distribuição avarenta da Uefa", acrescentou.

Eles pediram mais transparência da Uefa e dos times na distribuição e nos preços dos ingressos. "Para muitos, a final não é um evento ocasional. É a culminação de uma jornada de toda uma temporada para os torcedores, que gastaram milhares de libras viajando para apoiar seu time, criando o espetáculo e o clima que é parte essencial do jogo tão valorizado pela televisão", disse o comunicado. "É hora de parar de lucrar com a lealdade dos torcedores".

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