Estrangeiros se encantam com restaurante por quilo

"Os quilinhos têm sido muito práticos, além de nos darem a oportunidade de conhecer vários sabores diferentes", diz chileno

Os restaurantes por quilo - que são raros fora do país - têm conquistado os estrangeiros que estão em São Paulo acompanhando a Copa do Mundo. A overdose de carboidratos que divide espaço no prato com três tipos diferentes de churrasco é uma cena comum quando se trata de um estrangeiro escolhendo os alimentos nos restaurantes.  

O australiano Jordan, por exemplo, tinha acabado de chegar ao Brasil quando experimentou esse tipo de autosserviço pela primeira vez na zona oeste da capital paulista. Além de encher o prato com mais de 3 tipos de carne, saladas, feijoadas e massas, tomou caipirinha. "Achei muito barato, vale muito a pena pelo dinheiro".

No mesmo bairro, um casal de chilenos conta que tem almoçado todos os dias nesses locais. "Os quilinhos têm sido muito práticos, além de nos darem a oportunidade de conhecer vários sabores diferentes".

Donos desse tipo de estabelecimento comemoram a falta de noção dos gringos na hora de se servirem, como o gerente de restaurante Ivanir Antunes. “Eles põem no prato à vontade, não tem noção do quilo que nem a gente. Nem ligam para o valor”. 

Para atrair ainda mais quem vem de fora, a caipirinha é servida na saída em um copinho de café. O venezuelano Jorge e degustou a bebida depois de repetir o prato no quilo por três vezes. Ele diz que, na Venezuela, nunca viu restaurantes do tipo e aprovou. “A salada estava deliciosa, a carne, nem se fala, mas a atenção dos funcionários é ainda melhor”.

Para o chileno Sebastián Velásquez, o almoço teve mais uma surpresa: descobrir que, em São Paulo, quarta-feira é dia de feijoada. “Muito saborosa essa carne. No Chile, tem vários tipos de carne, mas não tão quanto essa mistura na feijoada”.

Mas as misturas exageradas nos restaurantes por quilo não enganam mais o argentino Guilherme Priabo, que mora há seis meses no Brasil. Ele aprendeu a ser mais moderado e diz que os “Hermanos” têm muito o que aprender. “Eu misturava carne, frango, peixe, tudo junto no mesmo prato. Depois, descobri que não era para montar um prato”, diverte-se ao lembrar.

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