Tiago Nunes comemora título e enaltece 'fome de campeão' do elenco do Athletico

Treinador lembrou da derrota na final da Copa Libertadores de 2005, diante do São Paulo

O técnico Tiago Nunes não poupou elogios aos jogadores do Athletico-PR após a conquista do título inédito da Copa do Brasil. O troféu veio com vitória sobre o Internacional no Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo placar de 2 a 1. Na ida, o time de Curitiba há havia vencido por 1 a 0.

"Isso é fruto de muito amor. Temos um grupo jovem, com fome de campeão. O Inter é um grande clubes, mas ganhamos de vários grandes clubes para conquistar o título. Ouvimos muita coisa nessa trajetória. Nunca fomos considerados favoritos, porém, o futebol nos proporcionou isso. Esses meninos são imortais", afirmou o treinador.

Nunes analisou os 90 minutos realizados pelo time no Beira-Rio. "Nós tínhamos muita clareza que para competir com o Inter precisaríamos fazer gol. O Inter nos sufocou no primeiro tempo, principalmente pelo lado direito. Tivemos dificuldade e sofremos bastante. Não aparecemos para jogar. Ficamos esperando e só demos chutões. No segundo tempo, a gente acertou. Tudo conspirou para dar certo. Sustentamos com dificuldade na etapa inicial. No segundo, sofremos menos e acabamos merecendo esse título inédito", disse.

O treinador lembrou também da derrota na final da Copa Libertadores de 2005, diante do São Paulo, no próprio Beira-Rio. Segundo Tiago Nunes, o estádio do Internacional vai ser lembrado com muito carinho, a partir de agora, pelos atleticanos.

"Tivemos uma oportunidade de reconstruir um erro histórico. Lembrávamos com tristeza da final da Libertadores de 2005. Mas conseguimos mudar a história. O Beira-Rio será lembrado por esse momento único, de muita alegria para os torcedores", avisou.

Questionado sobre ser o maior treinador da história da equipe rubro-negra, Tiago Nunes se esquivou. "Não sou o maior técnico da história do Athletico. Eu tive a sorte de pegar essa estrutura maravilhosa, um clube com ideias muito claras desde a sua formação. Geninho, Vadão, Pepe, esses foram pioneiros, tiveram trabalhos maiores. Vivo um momento positivo do clube. Vivo o momento. Tenho entregue os resultados que o clube quer, mas porque muitos (treinadores) passaram antes por aqui", disse o técnico, que levara o time ao título da Copa Sul-Americana no ano passado.

Ele ainda negou deixar o clube: "Vou pedir perdão pelo uso da palavra, mas foi a maior cagada usar a palavra cansado. Quis ser sincero, mas acabou servindo de aprendizado para não cometer mais esse erro. Estava sim cansado fisicamente, pela rotina, mas faz parte da profissão", revelou, referindo-se à declaração anterior, que considerou mal interpretada pela imprensa.

Por fim, o treinador campeão da Copa do Brasil "decretou" feriado em Curitiba: "Já avisei o Governador: amanhã (quinta) é ponto facultativo em Curitiba. Não precisa trabalhar não. Vamos colocar 40 mil torcedores na Arena para fazer uma festa incrível Vamos tentar ter um time vivo até o duelo contra o Vasco", finalizou.

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