Técnico da Bulgária pede demissão após episódio de racismo

Krasimir Balakov declarou após o jogo que não havia ouvido nenhum abuso racista nas arquibancadas

O técnico da seleção da Bulgária, Krasimir Balakov, deixou seu cargo na sexta-feira, quatro dias depois que torcedores búlgaros submeteram os jogadores negros da Inglaterra a abusos racistas durante uma partida pela eliminatória da Euro 2020 em Sofia.

O treinador de 53 anos estava no comando da equipe na derrota por 6 a 0 para a Inglaterra na segunda-feira, quando alguns dos torcedores insultaram os visitantes com saudações nazistas e imitações de macacos, levando o árbitro a interromper o jogo duas vezes.

A União Búlgara de Futebol (BFU), no entanto, disse em comunicado que Balakov pediu demissão devido ao recente desempenho insatisfatório da equipe e que o comitê executivo da entidade aceitou a demissão.

"Minha decisão de renunciar não tem nada a ver com o primeiro-ministro (Boyko) Borissov pedindo minha demissão no dia seguinte ao jogo contra a Inglaterra. Minha paciência acabou", afirmou Balakov à Sky Sports. "Fizemos o que tínhamos que fazer em relação à segurança durante o jogo contra a Inglaterra. A Bulgária não é um país racista."

Balakov declarou depois do jogo que não havia ouvido nenhum abuso racista nas arquibancadas, mas pediu desculpas à equipe inglesa pelo comportamento dos torcedores em um e-mail a repórteres na noite de terça-feira.

O presidente da BFU, Borislav Mihaylov, também renunciou e a polícia do país fez 12 prisões até agora.

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