São Paulo vai inaugurar espaço para prática de curling

Arena Ice Brasil também terá local para patinação artística e hóquei na modalidade 3x3

Com investimento total entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões, todo privado, será inaugurada no sábado em São Paulo a Arena Ice Brasil, empreendimento da Confederação Brasileira de Desporto no Gelo (CBDG) para popularizar as modalidades de inverno no País. Entre outras coisas, o local contará com três pistas de curling de tamanho oficial, as primeiras da América Latina.

O esporte que a cada edição dos Jogos Olímpicos de Inverno ganha mais fãs tem potencial para dar mais visibilidade às modalidades do gelo. "Teremos sessões livres de curling, com oito pessoas por pista, que será alugada por hora. No mesmo esquema de quando as pessoas vão jogar boliche", explica Marcelo Unti, gerente de projetos e fomento da CBDG.

A entidade espera que o espaço ajude a incrementar novas receitas para serem investidas no fomento do esporte, aumente o número de praticantes das modalidades de gelo - em especial o curling, a patinação artística e o hóquei na modalidade 3x3 - e também possa ser um novo modelo de negócios para as organizações esportivas ao unir esporte e entretenimento.

"Vamos usar para treinamento, mas não temos atletas ainda. Quem compete mora fora do Brasil, como o pessoal do curling ou a Isadora Williams, da patinação artística. Além disso, o espaço contará com um esporte bar, café, loja para venda de produtos e um mezanino para a realização de eventos e para coworking", diz o gerente.

A quadra de patinação e hóquei terá 500 metros quadrados, sendo a maior fixa do Brasil. Mas pelo tamanho só será possível a prática do hóquei no gelo 3x3, com menos jogadores, como ocorreu agora nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude. Como comparação, um campo oficial de hóquei tem 1.800 metros quadrados.

"Teremos escolas de curling, patinação e hóquei no gelo, bem como programas educacionais, seja para escolas particulares ou públicas. Também vamos ter programas de detecção de talentos nas comunidades e esporte paralímpico, em parceria com o CPB. E, na medida em que os programas forem sendo desenvolvidos, o alto rendimento crescerá junto", afirma Unti.

Parte do investimento para construir a Arena Ice Brasil veio de programas de desenvolvimento da Federação Mundial de Curling. A estimativa é que seja gasto entre R$ 100 e R$ 125 mil por mês para manter o local, incluindo o alto custo de energia para manter as pistas de gelo, que são como uma câmara frigorífica em que somente o chão é resfriado. Mas isso não se reflete tanto no ambiente, que fica um pouco mais frio que a área externa, mas com temperatura agradável.

"Gelo é superfície de prática esportiva como areia, grama, piscina. Pistas de gelo podem ser feitas em qualquer lugar do Brasil, independentemente do clima. Claro que um local quente demanda maiores investimentos em equipamentos e em treinamento dos responsáveis pela manutenção", conta Unti.

"A tecnologia e o projeto das pistas foram desenvolvidos aqui por nossa equipe, o que barateou o custo de implantação em pelo menos 50%. Quase toda a infraestrutura foi adquirida aqui no Brasil (schillers, compressores, bombas, material de pista). Alguns componentes da pista de curling e seus equipamentos vieram do Canadá em uma parceria da CBDG com a Federação Mundial de Curling", conclui.

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