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Atualizado em quarta-feira, 22 de agosto de 2012 - 20h22

Judô mira 2016 e aposta no 'fator casa'

Presidente da CBJ espera ver mesmos medalhistas de 2012 em ação no Rio. No Pinheiros, técnico vê maior procura das crianças
Sarah e Kitadai exibem suas medalhas: jovens, também são apostas para 2016 / Alaor Filho/AGIF/COB Sarah e Kitadai exibem suas medalhas: jovens, também são apostas para 2016 Alaor Filho/AGIF/COB

Com as quatro medalhas de Londres, sendo 19 na história da Olimpíada, o judô viverá mais uma vez a pressão de ser um dos esportes com mais chances de pódio. E “jogando” em casa. Para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, a ideia é superar a marca de 2012, mesmo que não haja uma projeção de resultado. Recursos para investir e material humano, ao que parece, não são problemas.

“Apostaria nesses mesmos atletas que conseguiram medalha agora, pelo fato de serem jovens. Veremos em 2016. Eles estavam sendo preparados para o Rio e acabaram estourando um pouco antes. Temos toda uma equipe muito boa, mas, para criar três medalhistas olímpicos, é preciso ter seis em condições”, afirma o presidente da CBJ (Confederação Brasileira de Judô), Paulo Wanderley Teixeira, que diz não se preocupar em competir com outras modalidades.

“Não nos importamos em ser o esporte com mais medalhas para o Brasil”, disse. Depois de Londres, o judô só perde para o vôlei, com 20 pódios. Mas o dirigente arrisca fazer uma promessa ao falar dos investimentos, que devem ser maiores em 2016.

“Nesse último ano foram investidos R$ 5 milhões só com a seleção principal, sem contar as equipes de base. Com uma Olimpíada em casa, as exigências aumentam e as necessidades de recurso também. No total, esperamos R$ 25 milhões por ano, e vamos conseguir. O judô entrega o que promete. Isso atrai investidores”, garante.

A meta – atingida – em Londres era subir ao pódio quatro vezes. Só que parte do resultado veio justamente com os judocas menos cotados para medalha, caso do bronze de Felipe Kitadai e do ouro de Sarah Menezes (de Rafael Silva e Mayra Aguiar, que ficaram com bronze, já se esperava medalha). No fim, ficou a sensação de que poderia ter vindo mais.

“Falar sobre a Olimpíada de 2016 ou fazer qualquer prognóstico é prematuro. Estamos sempre nos superando. Quem sabe a gente consegue bater a marca de Londres. Nós já estamos trabalhando há dois, três anos” diz.

Rafael, criançada e formação de atletas